From: <Guardado por Microsoft Internet Explorer 7>
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Date: Fri, 6 Nov 2009 19:55:26 +0100
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<P style=3D"MARGIN-BOTTOM: 1.27cm" align=3Dcenter><FONT=20
face=3D"Arial, sans-serif"><FONT =
size=3D5><B>OPINI=C3O</B></FONT></FONT></P>
<P style=3D"MARGIN-BOTTOM: 0cm" align=3Dcenter><FONT face=3D"Arial, =
sans-serif"><FONT=20
size=3D4><B>A ESPERAN=C7A</B></FONT></FONT></P>
<P style=3D"MARGIN-BOTTOM: 0cm" align=3Dcenter><BR></P>
<P style=3D"MARGIN-BOTTOM: 0.11cm; TEXT-INDENT: 0.8cm" =
align=3Dright><FONT=20
face=3D"Arial, sans-serif"><FONT style=3D"FONT-SIZE: 11pt" =
size=3D2>Jorge Margarido=20
Correia</FONT></FONT></P>
<P style=3D"MARGIN-TOP: 0.42cm; TEXT-INDENT: 0.8cm; LINE-HEIGHT: 0.42cm" =

align=3Djustify><FONT face=3D"Arial, sans-serif"><FONT size=3D2><B>Na =
Exorta=E7=E3o=20
Apost=F3lica =ABA Igreja na Europa=BB de Jo=E3o Paulo II, aparece mais =
de cem vezes a=20
palavra Esperan=E7a, metade das quais na express=E3o =ABEvangelho da =
esperan=E7a=BB. =C9,=20
pois, oportuno reflectir sobre a virtude da Esperan=E7a, nos seus =
elementos=20
humanos e crist=E3os. Nesse sentido, apresentei na reuni=E3o da =
Vigararia I da=20
Cidade do Porto, em Setembro passado, uma s=EDntese do artigo do Prof. =
Leonardo=20
Polo em =ABScripta Theologica=BB (Vol. XXX, 1998, Fasc. 1), que se p=F5e =
agora =E0=20
disposi=E7=E3o dos leitores da <I>CL</I>.</B></FONT></FONT></P>
<P style=3D"MARGIN-BOTTOM: 0cm; TEXT-INDENT: 1cm" =
align=3Djustify><BR></P>
<P style=3D"MARGIN-BOTTOM: 0cm; TEXT-INDENT: 0.8cm; LINE-HEIGHT: 0.42cm" =

align=3Djustify><FONT face=3D"Arial, sans-serif"><FONT =
size=3D2><I>=ABIgreja na Europa,=20
a 'nova evangeliza=E7=E3o' =E9 a tarefa que te espera! <FONT =
style=3D"FONT-SIZE: 9pt"=20
size=3D2>[</FONT>=85] O an=FAncio de Jesus, que =E9 o Evangelho da =
esperan=E7a, seja por=20
conseguinte o teu t=EDtulo de gl=F3ria e a tua raz=E3o de ser=BB. ('A =
Igreja na Europa',=20
n. 45).</I></FONT></FONT></P>
<P style=3D"MARGIN-BOTTOM: 0cm; TEXT-INDENT: 1cm" =
align=3Djustify><BR></P>
<P style=3D"MARGIN-BOTTOM: 0cm; TEXT-INDENT: 0.8cm; LINE-HEIGHT: 0.42cm" =

align=3Djustify><FONT face=3D"Arial, sans-serif"><FONT size=3D2>A =
Esperan=E7a =E9 a=20
estrutura do existir do ser humano no tempo. Consta de v=E1rios=20
elementos:</FONT></FONT></P>
<P style=3D"MARGIN-BOTTOM: 0cm; TEXT-INDENT: 1cm" =
align=3Djustify><BR></P>
<P style=3D"MARGIN-BOTTOM: 0cm; TEXT-INDENT: 0.8cm; LINE-HEIGHT: 0.42cm" =

align=3Djustify><B><I><FONT size=3D2><FONT face=3D"Arial, sans-serif">1. =

Optimismo</FONT></FONT></I></B></P>
<P style=3D"MARGIN-BOTTOM: 0cm; TEXT-INDENT: 0.8cm; LINE-HEIGHT: 0.42cm" =

align=3Djustify><FONT face=3D"Arial, sans-serif"><FONT size=3D2>N=E3o =
h=E1 esperan=E7a sem=20
optimismo, isto =E9, se n=E3o se entende que <I>h=E1 um futuro por =
alcan=E7ar, melhor=20
que o presente</I>. Ali=E1s, o =FAnico optimismo leg=EDtimo =E9 aquele =
em que habita a=20
esperan=E7a e, portanto, aberto ao futuro. O optimismo que afirma que =
<I>se est=E1=20
no melhor dos mundos poss=EDveis</I> =E9 um optimismo pessimista, que =
n=E3o =E9 fiel a=20
si mesmo (da=ED o dito ingl=EAs: 'o optimista =E9 o que sustenta que =
estamos no melhor=20
dos mundos poss=EDveis e o pessimista =E9 o que acredita que isso =E9=20
verdade').</FONT></FONT></P>
<P style=3D"MARGIN-BOTTOM: 0cm; TEXT-INDENT: 0.8cm; LINE-HEIGHT: 0.42cm" =

align=3Djustify><FONT face=3D"Arial, sans-serif"><FONT size=3D2>Quem =
vive a esperan=E7a=20
afirma que estamos num mundo melhor=E1vel e, por isso, n=E3o se instala =
no presente=20
e aceita a aventura de se p=F4r a caminho em direc=E7=E3o a algo ao =
nosso alcance mas=20
ainda n=E3o alcan=E7ado. =ABExistir=BB =E9 <I>sistere extra</I>, sair do =
imobilismo,=20
rejeitar o tempo como mero transcurso, com atitude de 'reformado', mas =
antes com=20
uma atitude de crescimento, que =E9 o modo mais intenso de aproveitar o=20
tempo.</FONT></FONT></P>
<P style=3D"MARGIN-BOTTOM: 0cm; TEXT-INDENT: 0.8cm; LINE-HEIGHT: 0.42cm" =

align=3Djustify><FONT face=3D"Arial, sans-serif"><FONT size=3D2>Isto =
implica=20
insatisfa=E7=E3o, inconformismo. O homem =E9 capaz de um crescimento =
irrestricto,=20
superior ao crescimento org=E2nico. =C9 um crescimento espiritual, =
interior =E0s=20
pot=EAncias mais elevadas, a intelig=EAncia e a vontade, e poss=EDvel em =
todas as=20
etapas da vida humana.</FONT></FONT></P>
<P style=3D"MARGIN-BOTTOM: 0cm; TEXT-INDENT: 1cm" =
align=3Djustify><BR></P>
<P style=3D"MARGIN-BOTTOM: 0cm; TEXT-INDENT: 0.8cm; LINE-HEIGHT: 0.42cm" =

align=3Djustify><B><I><FONT size=3D2><FONT face=3D"Arial, sans-serif">2. =
Convic=E7=E3o de=20
que o futuro depende do actuar humano</FONT></FONT></I></B></P>
<P style=3D"MARGIN-BOTTOM: 0cm; TEXT-INDENT: 0.8cm; LINE-HEIGHT: 0.42cm" =

align=3Djustify><FONT face=3D"Arial, sans-serif"><FONT size=3D2>Caso =
contr=E1rio,=20
aceita-se que o final chegar=E1, mas em virtude de um dinamismo alheio =
=E0=20
interven=E7=E3o do homem. Isto =E9 caracter=EDstico da chamada 'utopia': =
<I>os tempos=20
s=E3o maus e n=F3s n=E3o podemos mud=E1-los; no entanto, sem contar =
comigo, os males que=20
nos afligem desaparecer=E3o e instaurar-se-=E1 uma situa=E7=E3o =F3ptima =
final</I>. Isto=20
=E9, n=E3o estamos no melhor mundo poss=EDvel, mas estaremos segundo um =
acontecer=20
devido a for=E7as fatais extra-humanas.</FONT></FONT></P>
<P style=3D"MARGIN-BOTTOM: 0cm; TEXT-INDENT: 0.8cm; LINE-HEIGHT: 0.42cm" =

align=3Djustify><FONT face=3D"Arial, sans-serif"><FONT size=3D2>Esta =
esperan=E7a ut=F3pica=20
est=E1 falseada, n=E3o s=F3 porque a utopia n=E3o acontecer=E1 nunca, =
mas tamb=E9m porque=20
n=E3o ser=E1 poss=EDvel reconhecer esse futuro como pr=F3prio. =C9 uma =
forma de aliena=E7=E3o.=20
A liberdade est=E1 ausente dessa esperan=E7a (um exemplo =E9 a utopia=20
marxista).</FONT></FONT></P>
<P style=3D"MARGIN-BOTTOM: 0cm; TEXT-INDENT: 1cm" =
align=3Djustify><BR></P>
<P style=3D"MARGIN-BOTTOM: 0cm; TEXT-INDENT: 0.8cm; LINE-HEIGHT: 0.42cm" =

align=3Djustify><B><I><FONT size=3D2><FONT face=3D"Arial, sans-serif">3. =
Postula uma=20
tarefa a realizar</FONT></FONT></I></B></P>
<P style=3D"MARGIN-BOTTOM: 0cm; TEXT-INDENT: 0.8cm; LINE-HEIGHT: 0.42cm" =

align=3Djustify><FONT face=3D"Arial, sans-serif"><FONT size=3D2>Se a =
esperan=E7a se=20
instala em tr=E2nsito para o futuro, se o melhor est=E1 para vir mas =
n=E3o chegar=E1 sem=20
contar com o esfor=E7o humano, o seu advento exige uma 'tarefa'. Isto =
implica um=20
compromisso =EDntimo, =E9 um dever. A esperan=E7a imp=F5e uma =
obriga=E7=E3o: <I>antes de=20
mais, quem tem que melhorar, crescendo, =E9 o ser humano</I>. O futuro =
=E9 melhor,=20
com uma condi=E7=E3o: que o ser humano se torne melhor. =C9 o =
contr=E1rio da utopia e=20
est=E1 descrito na situa=E7=E3o dos convidados para a boda (cf. =
<I>Mt</I> 22, 1-14). A=20
boda =E9 uma situa=E7=E3o =F3ptima, mas s=F3 l=E1 podem estar os que =
t=EAm traje nupcial, isto=20
=E9, os que mudaram, os que melhoraram eles =
pr=F3prios.</FONT></FONT></P>
<P style=3D"MARGIN-BOTTOM: 0cm; TEXT-INDENT: 1cm" =
align=3Djustify><BR></P>
<P style=3D"MARGIN-BOTTOM: 0cm; TEXT-INDENT: 0.8cm; LINE-HEIGHT: 0.42cm" =

align=3Djustify><B><I><FONT size=3D2><FONT face=3D"Arial, sans-serif">4. =
Essa tarefa =E9=20
uma aventura e n=E3o pode ser solit=E1ria</FONT></FONT></I></B></P>
<P style=3D"MARGIN-BOTTOM: 0cm; TEXT-INDENT: 0.8cm; LINE-HEIGHT: 0.42cm" =

align=3Djustify><FONT face=3D"Arial, sans-serif"><FONT size=3D2>Se o =
futuro melhor=20
implica uma tarefa, =E9 preciso interrogar-se sobre quais os recursos =
com que se=20
conta para a acometer. <I>De momento, n=E3o se contam com todos os =
recursos=20
necess=E1rios</I>. Caso contr=E1rio, n=E3o se trataria de um futuro =
melhor, n=E3o traria=20
novidade nenhuma, o melhor j=E1 seria a situa=E7=E3o presente, e =
bastaria distribuir e=20
desfrutar desses recursos.</FONT></FONT></P>
<P style=3D"MARGIN-BOTTOM: 0cm; TEXT-INDENT: 0.8cm; LINE-HEIGHT: 0.42cm" =

align=3Djustify><FONT face=3D"Arial, sans-serif"><FONT =
size=3D2>Portanto, o futuro=20
pr=F3prio da esperan=E7a requer uma dose de aventura, de risco: =
<I>come=E7ar uma=20
tarefa sem ter j=E1 todos os recursos</I>. O futuro melhor =E9 =
poss=EDvel, mas n=E3o=20
certo. Tamb=E9m est=E1 simbolizado numa par=E1bola evang=E9lica, a do =
homem que teve uma=20
colheita t=E3o grande que lhe 'garantia o futuro' sem voltar a semear =
nada (cf.=20
<I>Lc</I> 12, 16-21).</FONT></FONT></P>
<P style=3D"MARGIN-BOTTOM: 0cm; TEXT-INDENT: 0.8cm; LINE-HEIGHT: 0.42cm" =

align=3Djustify><FONT face=3D"Arial, sans-serif"><FONT size=3D2>Por =
isso, a tarefa=20
esperan=E7ada =E9 imposs=EDvel se se pretende afrontar em estrita =
solid=E3o. O homem=20
isolado n=E3o pode chegar a um futuro melhor, precisamente porque n=E3o =
tem todos os=20
recursos. A aventura da esperan=E7a n=E3o se pode acometer se n=E3o se =
conta com a=20
ajuda dos outros, e que consiste sobretudo na 'coopera=E7=E3o'. O bem =
futuro melhor=20
tem que ser um bem comum. Trabalhar em regime de esperan=E7a, ter um =
existir=20
aberto a horizontes novos, =E9 uma caracter=EDstica do ser humano que se =
desenvolve=20
de modo comunit=E1rio, de acordo com o poder convocat=F3rio da=20
esperan=E7a.</FONT></FONT></P>
<P style=3D"MARGIN-BOTTOM: 0cm; TEXT-INDENT: 1cm" =
align=3Djustify><BR></P>
<P style=3D"MARGIN-BOTTOM: 0cm; TEXT-INDENT: 0.8cm; LINE-HEIGHT: 0.42cm" =

align=3Djustify><B><I><FONT size=3D2><FONT face=3D"Arial, sans-serif">5. =
Essa aventura=20
=E9 constitutivamente =AB=E9pica=BB</FONT></FONT></I></B></P>
<P style=3D"MARGIN-BOTTOM: 0cm; TEXT-INDENT: 0.8cm; LINE-HEIGHT: 0.42cm" =

align=3Djustify><FONT face=3D"Arial, sans-serif"><FONT size=3D2>A =
epopeia =E9 a=20
narrativa de uma pluralidade de experi=EAncias intensas com as quais o =
homem=20
consegue conhecer-se em profundidade (ex. Ulisses, Abra=E3o=85). Define =
o ser=20
temporal do homem e pode narrar-se como uma hist=F3ria, porque tem um =
passado cujo=20
sentido se actualiza e um impulso em direc=E7=E3o a um fim que=20
convoca.</FONT></FONT></P>
<P style=3D"MARGIN-BOTTOM: 0cm; TEXT-INDENT: 0.8cm; LINE-HEIGHT: 0.42cm" =

align=3Djustify><FONT face=3D"Arial, sans-serif"><FONT size=3D2>Antes de =
mais, a=20
epopeia tem que ser uma tarefa que n=E3o obede=E7a a um mero capricho do =
sujeito,=20
mas <I>que lhe foi encomendada</I>, isto =E9, compreende um encargo. =
Este =E9 o=20
primeiro motivo pelo qual n=E3o se pode empreender em solid=E3o: =
'Algu=E9m me deu esta=20
miss=E3o'. Os que melhor o entenderam foram os santos. Outro motivo =E9 =
que no=20
decurso da ac=E7=E3o aparecem, por um lado, companhias adjuvantes e, por =
outro,=20
dificuldades, obst=E1culos, advers=E1rios.</FONT></FONT></P>
<P style=3D"MARGIN-BOTTOM: 0cm; TEXT-INDENT: 0.8cm; LINE-HEIGHT: 0.42cm" =

align=3Djustify><FONT face=3D"Arial, sans-serif"><FONT size=3D2>Mas isso =
n=E3o =E9 tudo.=20
Outro factor da esperan=E7a =E9 que <I>o benefici=E1rio da ac=E7=E3o =
n=E3o pode ser apenas o=20
sujeito que a realiza</I>. A esperan=E7a =E9 sempre transcendente. O =
futuro melhor=20
deve ser um benef=EDcio que se estenda a outros. O ego=EDsta recorta a =
sua esperan=E7a=20
porque a rodeia do nada: '=96 Quem te encarregou a tarefa de existir? =
Ningu=E9m. =96=20
Com que ajudas contas? S=F3 com os meus recursos. =96 Quem =E9 o teu =
advers=E1rio? Todos=20
os outros. =96 Quem vai beneficiar? Apenas eu'.</FONT></FONT></P>
<P style=3D"MARGIN-BOTTOM: 0cm; TEXT-INDENT: 0.8cm; LINE-HEIGHT: 0.42cm" =

align=3Djustify><FONT face=3D"Arial, sans-serif"><FONT size=3D2>Existem =
outros dois=20
tipos humanos incapazes de viver a esperan=E7a: os dubitativos e os =
inconscientes.=20
O dubitativo =E9 aquele que faz as contas aos recursos, mas esquece que =
se podem=20
incrementar, e d=E1 demasiado valor =E0s dificuldades. Deixa-se assustar =
pela dor e=20
n=E3o sabe pedir ajuda ou coopera=E7=E3o. O inconsciente =E9 o que se =
lan=E7a a uma tarefa=20
e pensa depois. Normalmente o inconsciente =E9-o para tudo excepto para =
o rancor,=20
filho do medo, que substitui a esperan=E7a pelo 'sentimento de =
urg=EAncia', quando=20
n=E3o pelo excesso de c=E1lculo como no caso do =
dubitativo.</FONT></FONT></P>
<P style=3D"MARGIN-BOTTOM: 0cm; TEXT-INDENT: 1cm" =
align=3Djustify><BR></P>
<P style=3D"MARGIN-BOTTOM: 0cm; TEXT-INDENT: 0.8cm; LINE-HEIGHT: 0.42cm" =

align=3Djustify><B><I><FONT size=3D2><FONT face=3D"Arial, sans-serif">6. =

Alegria</FONT></FONT></I></B></P>
<P style=3D"MARGIN-BOTTOM: 0cm; TEXT-INDENT: 0.8cm; LINE-HEIGHT: 0.42cm" =

align=3Djustify><FONT face=3D"Arial, sans-serif"><FONT size=3D2>=C9 o =
=FAltimo elemento da=20
esperan=E7a a considerar. Correr riscos equivale a jogar. A sociologia=20
desenvolve-se apelando =E0 teoria do jogo. Nesse sentido, <I>a sociedade =
deve=20
definir-se como um jogo de soma positiva</I>. Por isso, a actividade =
esperan=E7ada=20
=E9 um jogo que n=E3o causa ang=FAstia: =E9 um jogo alegre em que vale a =
pena apostar=20
porque todos ganham. Da esperan=E7a deriva a alegria do universo. Como =
diz S.=20
Paulo: 'as criaturas esperam a manifesta=E7=E3o da gl=F3ria dos filhos =
de Deus;=20
entretanto est=E3o sujeitas =E0 vaidade' (<I>Rom</I> 8, 19-20). Dito de =
outro modo,=20
est=E3o tristes.</FONT></FONT></P>
<P style=3D"MARGIN-BOTTOM: 0cm; TEXT-INDENT: 1cm" =
align=3Djustify><BR></P>
<P style=3D"MARGIN-BOTTOM: 0cm; TEXT-INDENT: 1cm" =
align=3Djustify><BR></P>
<P style=3D"MARGIN-BOTTOM: 0cm" align=3Dcenter><FONT face=3D"Arial, =
sans-serif"><FONT=20
size=3D2>=A8=A8=A8=A8=A8</FONT></FONT></P>
<P style=3D"MARGIN-BOTTOM: 0cm" align=3Dcenter><BR></P>
<P style=3D"MARGIN-BOTTOM: 0cm" align=3Dcenter><FONT face=3D"Arial, =
sans-serif"><FONT=20
size=3D4><B>CONHECER E ESTIMAR AS IGREJAS DO =
ORIENTE</B></FONT></FONT></P>
<P style=3D"MARGIN-BOTTOM: 0cm" align=3Dcenter><BR></P>
<P style=3D"MARGIN-BOTTOM: 0cm" align=3Dright><FONT face=3D"Arial, =
sans-serif"><FONT=20
size=3D2>Elias Couto</FONT></FONT></P>
<P style=3D"MARGIN-TOP: 0.42cm; TEXT-INDENT: 0.8cm; LINE-HEIGHT: 0.42cm" =

align=3Djustify><FONT face=3D"Arial, sans-serif"><FONT size=3D2><B>Para =
o m=EAs de=20
Novembro passado, a Inten=E7=E3o Geral do Santo Padre para o Apostolado =
da Ora=E7=E3o=20
era: Que os crist=E3os do Ocidente conhe=E7am e estimem cada vez mais a=20
espiritualidade e as tradi=E7=F5es lit=FArgicas das Igrejas do Oriente.=20
</B></FONT></FONT></P>
<P style=3D"MARGIN-BOTTOM: 0cm; TEXT-INDENT: 0.8cm; LINE-HEIGHT: 0.42cm" =

align=3Djustify><FONT face=3D"Arial, sans-serif"><FONT size=3D2>1. No =
primeiro s=E9culo=20
da sua hist=F3ria, o Cristianismo desenvolveu-se, sobretudo, na metade =
oriental da=20
bacia do Mediterr=E2neo. As primeiras comunidades surgiram na Palestina=20
(Jerusal=E9m, Cesareia...), daqui passaram =E0 S=EDria (Damasco, =
Antioquia...) e, de=20
seguida, sobretudo por obra de S. Paulo e seus companheiros, por toda a =
=C1sia=20
Menor (actual Turquia =96 =C9feso, Gal=E1cia ...). O continente europeu =
veio a seguir,=20
com as viagens de S. Paulo =E0 Maced=F3nia (Filipos e Tessal=F3nica) e =
=E0 Gr=E9cia=20
(Atenas e sobretudo Corinto). Entretanto, outros mission=E1rios faziam =
chegar o=20
Evangelho a Roma, ao Norte de =C1frica e ao Egipto. De Roma, sa=EDram =
mission=E1rios=20
para toda a Europa ocidental, de modo que, pelo s=E9c. VI, quase n=E3o =
havia regi=E3o=20
da Europa onde o nome de Cristo n=E3o fosse anunciado. =
</FONT></FONT></P>
<P style=3D"MARGIN-BOTTOM: 0cm; TEXT-INDENT: 0.8cm; LINE-HEIGHT: 0.42cm" =

align=3Djustify><BR></P>
<P style=3D"MARGIN-BOTTOM: 0cm; TEXT-INDENT: 0.8cm; LINE-HEIGHT: 0.42cm" =

align=3Djustify><FONT face=3D"Arial, sans-serif"><FONT size=3D2>2. A =
perman=EAncia da=20
estrutura imperial no Oriente, com a capital em Constantinopla, e o fim =
do=20
imp=E9rio romano no Ocidente, introduziu um factor de divis=E3o =
pol=EDtica na unidade=20
imperial de outrora. Esta divis=E3o, aliada =E0 diversidade cultural =
presente desde=20
o in=EDcio na vida das comunidades crist=E3s, conduziu a um progressivo =
afastamento=20
entre as Igrejas do Oriente e do Ocidente mediterr=E2nicos - a =
disciplina=20
eclesi=E1stica e os costumes comunit=E1rios, incluindo o modo de =
celebrar os=20
sacramentos, foram-se tornando cada vez mais particularizados, embora=20
permanecesse comum o essencial da f=E9. Com o passar dos s=E9culos, =
por=E9m, esta=20
diversidade tornou-se desconhecimento, =E0 medida que o interc=E2mbio de =
pessoas e=20
dons entre as Igrejas do Oriente e do Ocidente ia sendo cada vez mais =
raro - em=20
parte, por causa do Islamismo, que, a partir do s=E9c. VII, se tornou a =
for=E7a=20
pol=EDtica e religiosa dominante no Mediterr=E2neo oriental e tornou =
muito dif=EDcil a=20
circula=E7=E3o de crist=E3os nessa regi=E3o; em parte, por causa dos =
diferendos surgidos=20
em torno das rela=E7=F5es de autoridade entre o Papa de Roma e as =
Igrejas do=20
Oriente, cada vez menos predispostas a aceitarem uma autoridade que lhes =

aparecia long=EDnqua e estranha; e, em parte, devido a diferendos =
doutrinais que=20
se revelaram imposs=EDveis de ultrapassar... Tudo isto levaria =E0 =
ruptura da=20
comunh=E3o, pelo s=E9culo XI. Com o passar dos s=E9culos, algumas =
comunidades crist=E3s=20
do Oriente foram retomando a sua uni=E3o com Roma, embora mantendo a =
leg=EDtima=20
diversidade de costumes; mas em geral a divis=E3o manteve-se, a =
ignor=E2ncia m=FAtua=20
aprofundou-se e, por vezes, chegou a ser motivo de =F3dio e viol=EAncia, =
em=20
particular ao tempo das cruzadas. As sequelas de todo este acumular de=20
incompreens=F5es m=FAtuas ainda se fazem sentir e continuam a tornar =
muito dif=EDcil o=20
ecumenismo e a desejada unidade entre as Igrejas crist=E3s da ortodoxia =
e aquelas=20
fi=E9is =E0 autoridade de Roma. </FONT></FONT></P>
<P style=3D"MARGIN-BOTTOM: 0cm; TEXT-INDENT: 0.8cm; LINE-HEIGHT: 0.42cm" =

align=3Djustify><BR></P>
<P style=3D"MARGIN-BOTTOM: 0cm; TEXT-INDENT: 0.8cm; LINE-HEIGHT: 0.42cm" =

align=3Djustify><FONT face=3D"Arial, sans-serif"><FONT size=3D2>3. =
Apesar disso, o=20
s=E9culo XX viu chegar o tempo em que os crist=E3os do Oriente e do =
Ocidente se=20
puderam reencontrar, tentando deixar para tr=E1s um mil=E9nio de =
ignor=E2ncia e=20
desconfian=E7a. Os encontros entre os Papas Paulo VI e Jo=E3o Paulo II e =
os=20
Patriarcas de Constantinopla assinalaram simbolicamente o desejo de que =
a =FAnica=20
Igreja de Cristo possa voltar a caminhar unida, na diversidade de =
costumes e=20
tradi=E7=F5es que em nada ofendem a unidade da f=E9. As viagens de =
Jo=E3o Paulo II a=20
pa=EDses onde a tradi=E7=E3o da Ortodoxia =E9 maiorit=E1ria alimentaram =
ainda mais este=20
desejo de unidade e espera-se que, a seu tempo, os frutos deste =
di=E1logo possam=20
ser colhidos. </FONT></FONT></P>
<P style=3D"MARGIN-BOTTOM: 0cm; TEXT-INDENT: 0.8cm; LINE-HEIGHT: 0.42cm" =

align=3Djustify><BR></P>
<P style=3D"MARGIN-BOTTOM: 0cm; TEXT-INDENT: 0.8cm; LINE-HEIGHT: 0.42cm" =

align=3Djustify><FONT face=3D"Arial, sans-serif"><FONT size=3D2>4. Este =
desejo n=E3o=20
poder=E1, contudo, concretizar-se sem um esfor=E7o de conhecimento e =
respeito=20
m=FAtuos, que =E9 tarefa de todos. As Igrejas do Oriente, herdeiras de =
uma tradi=E7=E3o=20
bimilen=E1ria, conservam uma riqueza teol=F3gica, espiritual e =
lit=FArgica que, muitas=20
vezes, os crist=E3os do Ocidente desconhecem em absoluto. H=E1 =
dimens=F5es da=20
espiritualidade destas Igrejas capazes de preencher o vazio que, tantas =
vezes,=20
se apoderou da nossa ora=E7=E3o, mais racionalizada, mais preocupada em =
dizer coisas=20
do que em experimentar aquilo que Deus, atrav=E9s do seu Esp=EDrito =
Santo, tem para=20
nos dizer. H=E1 uma beleza nas celebra=E7=F5es, nos templos, na pintura =
religiosa das=20
Igrejas do Oriente que pode ser li=E7=E3o para a frieza do nosso culto, =
para o=20
desencanto das nossas celebra=E7=F5es, para a banalidade de muitas das =
nossas=20
igrejas, para a mis=E9ria art=EDstica de muita da nossa pintura e =
escultura=20
religiosas. Conhecer estas riquezas n=E3o empobrece, antes enriquece as =
Igrejas e=20
os crist=E3os do Ocidente, tornando-os mais sens=EDveis =E0 multiforme =
ac=E7=E3o do=20
Esp=EDrito Santo nestas comunidades eclesiais. Acolhendo o apelo do =
Santo Padre,=20
esforcemo-nos, pois, por conhecer melhor para amarmos mais os nossos =
irm=E3os das=20
Igrejas orientais - e, deste modo, estaremos a contribuir para um =
ecumenismo que=20
vai =E0 raiz das coisas, porque se entranha na vida e n=E3o se resume a =
declara=E7=F5es=20
de princ=EDpios, necess=E1rias, sem d=FAvida, mas pouco eficazes porque =
longe do=20
cora=E7=E3o dos crentes. </FONT></FONT></P>
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align=3Djustify><BR></P>
<HR>

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